Amigos, Amigos ?
Num mundo em que todos possuem um incontável número de “amigos” (seja nas redes sociais, no email, no telemóvel), já dei por mim várias vezes a pensar em como era realmente diferente o noção de amigo quando o mundo era algo simples,
Hoje tudo se passa á velocidade da luz, e o tempo livre ser um bem cada vez mais raro não ajuda nada a conseguirmos estar com os nossos amigos como gostaríamos, mas vá … temos que admitir que hoje em dia tomar alguém por “amigo” passou a ser algo “banal” em que qualquer um é amigo de qualquer um…
Se por um lado fui forçado pelo mundo a não conseguir estar o tempo que gostaria com os amigos, por outro lado há muito que ensinei o mundo (ui ui) que só é meu amigo quem eu deixo … Não não escolho porque amigos não se escolhem, e ninguém obriga niguém a ser seu amigo, mas cada um decide quem deixa ser, certo ?
Não me lembro de como conheci os meus amigos, sei simplesmente que conto com eles e eles contam comigo (não sei se deviam mas pronto lol)… vá, se somos amigos é porque algo nos une, normalmente os valores pelos quais vivemos, ou interesses em comum que partilhamos ou simplesmente porque sim! (eu ser perfeito é bónus!),
Os amigos são de quem nos lembramos, para quem estamos sempre disponíveis, de quem somos cúmplices, e isso não mudou com o mundo se ter complicado … aliás se cada vez é mais complicado ter tempo para os amigos isso só significa que devemos precisamente valorizar cada vez mais os mesmos… se podíamos viver sem amigos ? poder até podíamos … mas não era a mesma coisa!
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O Potencial da Geração Y
Entre outras leituras estive a olhar para o relatório Generation Y: Realising The Potential que vem descrever de uma forma simples, clara e sustentada algo que nós jovens trabalhadores já tínhamos ideia mas que não éramos capazes de a estudar, descrever e exprimir de forma clara e muito menos de percebermos o potencial que temos nas nossas mãos,
O relatório é focado no sector financeiro mas as conclusões são válidas para o resto do mercado de trabalho, basicamente diz que os jovens trabalhadores de hoje são pessoas qualificadas, ambiciosas e que pretendem carreiras dinâmicas isto é querem ser avaliados pelo mérito do que produzem no dia-a-dia e não pela idade ou pelos anos de experiências e afins (não não vou falar da função pública),
Na minha opinião esta geração é composta por recursos inteligentes, que não só possuem qualificações de base como ao longo da carreira continuam a apostar na aquisição de conhecimento (sejam cursos, livros, workshops, mbas etc) pois sabem que neste mundo cada vez mais competitivo cada um vale pelo o que sabe e quem pouco sabe pouco vale …
Não tendo medo de mudar de emprego seja na própria cidade ou para outro país, não possuindo um sindicato ou acordo colectivo de trabalho são recursos que tomam nas suas mãos a criação da carreira, negociação de contactos, definição dos objectivos. Em relação a gerações antigas isto implica quebrar regras e tabus, querer sem pago pelo dinheiro que se dá a ganhar à empresa será algo assim tão surreal ?
Claro que isto para as empresas é sempre visto de duas formas, por um lado gostam de ter recursos motivados, ambiciosos, capazes, que resolvem problemas … no entanto por outro lado possuem uma estrutura de carreiras estática, pode-se subir mais rápido ou mais lento mas os “degraus da escada” de carreiras são iguais para todos e calculam o que “podem pagar” a um recurso pelas referências dos recursos que já possuem com “mais ou menos a mesma experiencia, idade” que leva a que se percam talento porque simplesmente X não podia ganhar mais que Y independentemente de X ser mais rentável para a empresa, se isto é algo que logicamente não faz sentido nenhum, o que podemos fazer aproveitar o nosso potencial ?
E sim tempos de crises são tempos de oportunidades, pelo que o presente momento de crise não serve de desculpa para não nos adaptarmos todos a esta nova realidade.
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21km na Ponte 25 de Abril
Finalmente após meses de treino intensivo o tira-teimas da aposta do porco no espeto teve lugar na Ponte 25 de Abril a 20-Março-2011 por ocasião da 21ª Meia Maratona de Lisboa, que possui um percurso fantástico (não é por acaso que o record mundial da meia maratona foi conseguido na edição de 2010),
Os meses de treino intensivo foram colocados de lado na véspera da corrida, onde foram tomadas opções como ingerir choco frito, mouse de chocolate e por nas últimas duas semanas de treino ter apenas um treino de 3km … ou seja estava claramente em fase de descontração fisica e preparação mental, é que correr 21km é basicamente um esforço mental!
No domingo houve que acordar de madrugada, havia que tomar o pequeno almoço dos campeões (leitinho!) cedo para ter a digestão feita a tempo, voltar á cama para acordar a Ana, dar boleia ao outro corajoso dos 21km o Thomas, encontrar o Marco e esperar pelo André … estes foram os bravos que não desistiram de correr,
As previsões de tempo quente estavam correctas, não ia ser fácil … eu prefiro chuva a calor (e o Thomas pior pois treina com temperaturas baixas) e tivemos cerca de 24º ao longo da corrida, que para mim começou com 30m de atraso pois entre a linha de partida e a minha pessoa estava uma multidão enorme … mas quando começei a sensação foi fantástica!
O plano era usar os primeiros 5km para aquecer calmamente, aguentar os outros 5km e depois sim encarar os últimos 11km como se fosse um simples treino (nota, hoje em dia 10km é o minimo que treino), mas … a organização falhou ao não conseguir isolar a via da esquerda da ponte para a Meia Maratona, logo desde a partida até ao cruzamento das Docas em Alcantâra tive que ir ao sprint e a passar pelo meio dos corredores da Mini Maratona (foi desagradável tanto para quem ia a passear 7km como para quem ia correr 21km), tudo isto resultou num inicio rápido e uma pulsação elevadissima (os tais 24º também ajudavam á festa),
A partir daqui finalmente deu para desfrutar realmente da corrida, meter um ritmo constante (e baixar a pulsação para niveis mais tranquilos) e correr a 24 de Julho (onde me cruzei com o Thomas que já vinha de volta), passar pelo Cais de Sodré e dar a volta na Praça do Comércio tendo o Tejo ali mesmo ao lado como motivação, faltavam era mais 11km e a bela da calçada portuguesa na Praça do Comércio deixou marcas no pé esquerdo, nada mais havia a fazer do que aguentar a dor e correr pois faltava mais de metade da corrida e dores são ossos do oficio,
Após passar novamente pelas Docas o trajecto da Meia Maratona fica a par do da Mini Maratona que termina logo no Mosteiro dos Jerónimos, enquanto que na Meia Maratona havia que passar pelo Padrão dos Descobrimentos, Torre de Belém e perto do Aquário Vasco da Gama dar a volta para vir terminar também no Mosteiro dos Jerónimos … e precismanete após as Docas foi fantástico olhar para o lado e ser supreendido pelos companheiros de aventura que estavam a passear nos 7km, e acreditem o vosso apoio deu força para os kms que faltavam, obrigado!
Em frente ao Centro Cultural de Belém voltei a passar pelo Thomas, ele tinha entrado no último km, eu estava no 15km … no 17km devido ao pé esquerdo passei a andar … 18km a andar … 19km a andar … 20km a andar … mas o ultimo km já foi a correr pois havia que terminar em grande, a corrida tinha sido fantastica, o percurso é espectacular, o apoio de todos foi crucial e a aposta estava ganha! (fácil lol),
A Ana, James, Ramiro foram de barco ter á meta com o Thomas (que escreveu no blog dele a sua crónica da corrida, tal como a Ana o fez no blog dela), obviamente o James adorou o passeio, esteve a brincar no meio da linha do eléctrico e meteu a medalha do Thomas ao peito, mas como o Thomas terminou bem mais cedo eles foram para o barco de regresso precisamente quando eu estava a terminar a corrida,
No fim junto com os companheiros de aventura fomos procurar um restaurante perto, comer um belo bitoque de vaca para repor energia, descansar as pernas, desfrutar de um café e por fim regressar a casa (de táxi! como os campeões), tomar banhoca e dormir a sesta!
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A Aposta do Porco no Espeto
Um belo dia apareço por casa dos meus pais para um normal almoço de família quando em conversa com o meu cunhado motivado por ele andar a treinar o convidei para ir correr a meia-maratona de Lisboa pois ele ia estar por cá e eu decidi na hora que ia correr uma meia-maratona antes dos 30 anos,
Sendo eu um rapaz que não se encontra na sua melhor forma física ir correr era só por si um desafio, no entanto quando ao almoço partilhei a notícia o desafio subiu de dificuldade pois em resposta aos incentivos “tu correr a meia maratona ? lol pago para ver! olha que não vale rebolar!” disparei sem pestanejar um “bluff” intimidante “pagam ? apostamos o que ? há pois … eu logo vi que era só garganta!” ao que oiço o meu pai responder “apostamos o que tu quiseres”…
Não estando disposto a dar parte de fraco, propôs “e que tal apostarmos um porco no espeto lá na terra? na semana a seguir da maratona faço 30 anos, se for com um porco no espeto de oferta melhor!” ao que o meu pai contrapôs “está apostado”,
A aposta ficou então, se eu daqui a cerca de 6 meses correr a meia-maratona em menos de 4h, o meu pai contribui com um porco no espeto para os meus anos, se por algum motivo eu perder a aposta além deste porco no espeto contribuo com dois leitões assados para os anos dele, certo certo é termos porco!
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